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Terça-feira, Fevereiro 27, 2007
Postado por
m i l l às 11:52 AM
Assistir e esperar: Minha família espera, torce e me incentiva para que eu consiga boas notas, que eu faça alguma coisa que os dê orgulho, que eu passe no vestibular. E eu, pessoalmente dou duro pra que consiga realizar essas coisas, mas ainda tem algo que me incomoda, que me dá mal estar. É o medo de decepcioná-los de alguma forma. É o medo de me decepcionar.
Às vezes eu fico pensando nas coisas como se elas já tivessem acontecido. Não conselho que ninguém faça o mesmo, porque simplesmente é atormentador. Deveria parar com isso. Tudo bem quando as coisas são maravilhosas, mas quando não são... meus planos vão pro água a baixo.
Mas o que adianta perder tempo pensando no que poderá ser? E se simplesmente... não ser? No bom e no mal sentido, vamos ver no que vai dar.
Algumas palavras soltas: aulas + vergonha + barrinhas de cereal + perder peso + novo esporte + velho esporte + nova varinha + novos brincos + jeans + bolsa + amigos + terceirão + incompreensão + cansaço + estudo + arrependimento + boca fechada não entra mosca!
E VIVA A BLOGUEIRA DE 95 ANOS!
ps: desculpe as pessoas do sistema weblogger que comentam aqui, eu simplesmente não respondo porque o meu pc é um cabra velho que não abre a pop up dos comentários desse sistema!

Quinta-feira, Fevereiro 08, 2007
Postado por
m i l l às 3:27 PM
Uma sala de espera consiste em: recepcionista, cadeiras, às vezes uma TV e sempre - sem nenhuma exceção - revistas velhas, que podem ou não estar cuidadosamente encapadas para que assim possam perdurar até mais um ano e meio, quando finalmente são trocadas.
"Mãe, eu vou te esperar aqui mesmo". Sento e olho ao redor. Aquele já conhecido ambiente com o frescor do flúor e o barulhinho irritante das brocas, que trabalham sem parar em algum cubículo do consultório. Nada de interessante para ajudar a passar o tempo. Olho o relógio, ainda é muito cedo. Coloco a bolsa do lado e procuro pela revista mais atual no cestinho. A escolhida é uma Veja de antes das eleições do ano passado - a mais nova; era esta ou uma revista de modelos de carros. Folheio as páginas. Algo sobre a descoberta das causas da morte de um cavalo corredor dos anos 70, que da noite para o dia caiu morto sem causas aparentes e hoje está empalhado num museu, não sei onde. Um filme que a Lindsay Lohan vai estrelar ao lado da atriz Mary Streep. Alguns eleitores dando suas opiniões. A lista dos mais vendidos. E o que me fez sentir a maior velha do mundo: "Meninas que querem ser mulher". Algo como umas 4 páginas estampadas com fotos de garotinhas de menos de 5 anos rodeadas de manicures, cabeleireiras e massagistas. A sensação de estar lendo aquilo foi a mesma de quando caio na idiotice de assistir Sweet 16 na MTV: náusea. Okay que toda menina gosta de imitar a mãe colocando os saltos altos, se maquiando na frente do espelho, colocando os vestidos longos e tropeçando na barra das saias, mas quando isso se torna um exagero, não dá né? A reportagem falava de meninas que 4 anos - se não menos - que vão ao salão de beleza a cada 15 dias, pedem câmeras fotográficas e IPODs de presente, quando não ganham um estojo completo de maquiagem. É como eu disse no início, estou em sentindo a maior vovó, totalmente desatualizada e olha que eu nem cheguei na casa dos vinte. Com 4 anos eu pensava em bonecas, maquiava a minha mãe enquanto ela dormia, desenha e colava os desenhos nas paredes, brincava nas poças d'água, me sujava toda; e olha que o vídeo game naquela época não era novidade. O que eu quero dizer é que naquela época ainda dava para ser criança de uma forma saudável, mesmo com aquelas músicas do É o Tchan! em que a gente imaginava mesmo uma cobra - aquela com sangue frio e dentes pontudos - subindo. Brincávamos o tempo todo e éramos proibidos de mexer no batom da mamãe - bem, isso não adiantava muito. As meninas de hoje estão perdendo essa fase, que sem dúvida nenhuma é essencial para o desenvolvimento de qualquer humano. Tudo bem que é bonitinho ver uma mulher pequenininha desfilando de chapinha e parecendo uma bonequinha de tão pintada, mas isso deve ser levado por elas mesmo como uma brincadeira e não como algo tão sério que chegar a ponto de dizer "Não posso fazer isso porque vai desmanchar meus cachos" é eu escutei isso de uma projeto de miss uma vez. É como se essas meninas pulassem do nascimento para a adolescência, doidinhas para crescerem e namorar, beijar os meninos e sabe-se lá mais o quê. O clube da Luluzinha está em extinção! É que eu vos falo... Isso não é saudável, porque já diz aquele velho ditado "a pressa é inimiga da perfeição". Se de um lado elas querem crescer rápido, do outro acabam perdendo a melhor fase para a construção do intelecto humano. E então eu me pergunto: o que terão nessas cabecinhas, esse tipo de menina-mulher, no futuro? Me vem a cabeça um projeto de madame Paris Hilton. Devo dizer que fiquei admirada com essas garotinhas e mais ainda com seus pais, que não sabem impor limites a essa vaidade infantil extremamente perigosa. E penso que quando eles quererem essas pequenas de volta, será tarde demais.
Termino de ler pacientemente a matéria. Procuro por mais coisas interessantes na revistas. Agora só restam notícias desatualizadas. Fecho a revista e coloco no lugar. Olho novamente para o relógio e já se foi uma hora desde que eu estou esperando. Mais pessoas chegam ao consultório. Procuro por outra revista. Tento me convencer que modelos de carros e todas as suas descrições podem ser interessantes, mas não são! A recepcionista liga a TV e mostra uma Ana Maria Braga feliz comendo um delicioso doce de chocolate - ótimo, estou morrendo de fome. Volto a minha atenção para o cesto de revistas e volto a caçar revistas perdidas. Encontro uma Claudia. Folheio e encontro uma pequena crônica envolvendo a ignorância da mulher em saber sobre os nomes das peças dos automóveis e quando eu começo a me divertir com a personagem atrapalhada e a compra de um novo modelo de carro, escuto uma voz já conhecida se aproximando "Tenho que marcar um retorno para segunda-feira. Tem horário vago?" A recepcionista confirma. "Ótimo! Vamos, Camilla?".
Momento parabéns: Hoje é aniversário de uma amiga muito queria, A Giu! Tesman XD Talvez ela nem leia isso mas mesmo assim quero desejar tudo de bom +presentes+saúde+amor+qualquer coisa que ela quiser! XD~~ Te adorooooo! Feliz aniversárioooo!!!

Sexta-feira, Fevereiro 02, 2007
Postado por
m i l l às 8:15 PM
diário dos sonhos I: Certo dia acordei com a impressão de que ainda estava sonhando e falo isso, pelo simples fato de sentir - antes mesmo de ver - que algo não estava certo. Preza no quarto, sento como se os relógios estivesse quebrados e o tempo fosse senhor de si. Foi ao abrir a cortina da janela, que vislumbrei a coisa mais incrivel de toda a minha vida: a paisagem antes conhecida por mim como uma grande e larga estrada asfaltada, agora dava lugar a um conjunto de verde, que pela lógica não deveria estar ali. Era como se minha casa fosse transportada para um lugar diferente, mas não. As montanhas que cortavam a paisagem ao fundo e as ondas do mar que brilhavam ao sol eram as mesmas, só que mais jovens e pareciam intocadas pela mão humana; sem casas mal construídas e barcos de pesca. Fui tomada por um certo desespero, digno de qualquer ser humano em semelhante situação. Aos poucos a luz do sol tornando-se-ia de um tom rosado, indicando a chegada da noite e foi o que aconteceu. No entanto, rapidamente a noite foi seguida de um novo amanhecer e todas as plantas floresceram ao mesmo tempo, acompanhadas de uma nova noite, um novo dia, uma nova mudança na paisagem. O tempo parecia transcorrer rapidamente lá fora, enquanto dentro do meu quarto à porta fechada, tudo continuava igual. Algo incrivel que só poderia acontecer num filme de ficção, estava acontecendo bem ali. Tudo passou tão rápido, quanto o que meus olhos pudessem captar, até que a velha paisagem conhecida voltasse e a imagem pela janela ficasse estática. A estrada com seus carros, o morro com suas casinhas e o mar com seus barcos, exatamente como eu os tinha deixado antes de dormir no dia anterior. Foi uma experiência estranha, mas que teve fim assim que eu abri os olhos e senti as cobertas tocando minha pele. Fora realmente um sonho. Senti-me frusta por tudo aquilo. Era tudo tão verdadeiro, que distinguir o real do irreal foi impossível. Finalmente levantei e fui espiar a janela; tudo lá fora parecia o de sempre, os pásaros, os carros, as pessoas... por um momento senti falta daquela paisagem verde que outrora pooderia ter pertenciado aquele lugar, mas me dei cobna que olhando por aquela nova janela, eu não mais via o passsado. Via o futuro, enquanto vivia o presente.

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